O frio penetrava os o fecho apertado do casaco, caminhava já há alguns minutos em direcção a lado nenhum... Perdido nos meus pensamentos, a chuva escorria pelo cabelo e face sem que notasse, a sua frescura na pelo é o unico sinal de que ainda por cá ando.
Cruzo-me com estranhos e no meio das suas caminhadas frenéticas são indiferentes à minha tristeza, ao meu ar pesaroso. Passam por mim alheios ao que me aconteceu, nas suas vidas perdidas nem se apercebem do que os rodeia nem sequer que estou presente.
Sou um desconhecido que vagueia numa manhâ de chuva no meio da multidão...Ainda bem, vou em direcção ao futuro como única esperança, certo que vou ter a árdua viagem do tempo, à espera que tudo cure.
O vento fresco na cara molhada, o indiferença alheia, o caminhar pesado e lento sem destino...tudo porquê?
Estou só! Perdi-te!
Beijo
oPA
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4 comments:
Quando o que lemos, ouvimos ou vemos consegue provocar em nós um turbilhão de sensações, sejam elas de que natureza forem, é porque há algo (ou alguém) especial envolvido.
És especial.
Inundaste o meu corpo e a minha alma com as tuas palavras. Transbordo sentimentos que não quero sequer descrever, apenas quero sentir.
Obrigada por, de certa forma, partilhares comigo.
Bj
Eu
Após uns momentos de reflexão... momentos a digerir os minutos de leitura que proporcionaste, não resisti à vontade de voltar aqui, embora sem saber bem o que dizer.
Senti sensibilidade nas tuas palavras. Senti sensibilidade em ti.
Sensibilidade... é incrível o que fazemos para esconder (...), no entanto, realça a beleza (aquela beleza que realmente conta!) que há em nós!
Parabéns pela tua 'beleza'!
Bj
Eu
Obrigado,
É bom ver que alguém sente por aí fora...
Sentir...
Por vezes o 'sentir' magoa
Por vezes torna-nos mais felizes
Por vezes queremos gritar aquilo que sentimos mas não somos capazes
Por vezes gritamos mas ninguém nos ouve...
Tu escreves o que sentes
Eu sinto o que escreves
Uma transmissão,
embora sem sentido!
Quero 'gritar' mas não consigo.
Bj
Eu
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