Noutro dia, no meio de uma multidão não te vi mas lembrei-me que faz um ano que te conheci...e foi, um dos melhores anos...
Mantive-me em silêncio, no meu canto discreto observando a suavidade e a beleza com que a vida corre em ti. Nos nossos contactos guardo bem fundo o que sinto e disfarço com descontracção e brincadeira a traição da ternura nos meus olhos.
Segui de perto os teus sucessos e insucessos, maravilhado com a força com que vences barreiras e a leveza com que acolhes um elogio.
Perto de ti observo-te de longe refugiando-me no meu medo de me aproximar aterrorizado com a ideia que um dia descubras o que sinto e nem como amigo me queiras.
Como um dia de inverno no verão, em que o desconforto do frio é compensado com uma claridade linda e com a certeza de um dia quente amanhâ ou depois, tu consegues esses extremos comigo e deixas-me perdido na minha existência cinzenta e descolorida.
Vivi muito tempo numa ilusão de felicidade, mas só confrontado com a tua força e alegria constato que me falta o mais importante... Tu!
Mantenho-me escondido na sombra com o intuito de te proteger (e a mim também), a conviver contigo aberta e descontraidamente, vou absorvendo as tuas pequenas alegrias primaveris e espero se possível evitar um inverno mais rigoroso.
Talvez por cicatrizes do passado eu escude o meu peito, quem sabe um dia eu quebre o medo de me expôr e me mostre sem a rigidez falsa desta armadura protectora.
Quem sabe...
Beijo
oPA
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