...que a chuva não deixe rolar o asfalto por mim...que não me deixe voar de alto ou baixinho junto à água que tantas vezes me energiza e limpa o espírito.
É pena que o vento forte me impeça de fazer essas curvas negras com a suavidade do veludo a acompanhar cada movimento doce e delicado.
É pena o que se perdeu, se calhar o que nunca se teve. Os kilómetros feitos em vão atrás de algo que não estava lá.
É pena não ter os ombros mais largos para proteger e abraçar tudo o que queria e não ter sido o suficientemente forte para te trazer para mim. Volto para a minha realidade há tão pouco esquecida e relembrada agora com uma tristeza...
Uma tristeza, não pelo desperdício do que tinha, mas pela perda da oportunidade de ter tido algo maravilhoso e perdido num passado que até agora não percebo.
É pena...Pena que o que sobre seja apenas umas tulipas a crescer.
oPA
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1 comment:
Quando me sento no cimo da montanha e olho para baixo, gosto de ver em cada curva, em cada pedra que tropecei algo que valeu a pena. Tornou a vista ainda mais interessante, fez-me apreciar as partes mais tranquilas do caminho e admitamos, trouxe aquele gostinho especial, afinal de contas se o jogo fosse demasiado fácil também não seria tão bom!
Ainda bem que crescem tulipas, ainda bem que por algum tempo foi, ainda bem que houve abraços e ombros, ainda bem que se fez quilómetros e que houve vento e chuva e suavidade.
Não é meu, não sei de quem seja, talvez de todos...não chores porque acabou, sorri porque aconteceu!
É pena, isso sim, que não conheças a maravilhosa imensidão do universo que encerras dentro de ti.
Obrigado por o teres partilhado ;-)
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