...que a chuva não deixe rolar o asfalto por mim...que não me deixe voar de alto ou baixinho junto à água que tantas vezes me energiza e limpa o espírito.
É pena que o vento forte me impeça de fazer essas curvas negras com a suavidade do veludo a acompanhar cada movimento doce e delicado.
É pena o que se perdeu, se calhar o que nunca se teve. Os kilómetros feitos em vão atrás de algo que não estava lá.
É pena não ter os ombros mais largos para proteger e abraçar tudo o que queria e não ter sido o suficientemente forte para te trazer para mim. Volto para a minha realidade há tão pouco esquecida e relembrada agora com uma tristeza...
Uma tristeza, não pelo desperdício do que tinha, mas pela perda da oportunidade de ter tido algo maravilhoso e perdido num passado que até agora não percebo.
É pena...Pena que o que sobre seja apenas umas tulipas a crescer.
oPA
Sunday, November 15, 2009
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