Wednesday, January 10, 2007

346 Choro...

Os teus cabelos negros não me saem da cabeça, a doçura do teu cheiro e o carinho do teu toque persegue-me. Tento afastar-te dos meus pensamentos, mas a voluptuosidade e o fresco ondular do teu corpo está sempre presente na minha mente.

Trabalho só no meio de tantos, absorto nas minhas recordações. Lentamente percorro o teclado na tentativa de conseguir exprimir o que me destroi o coração, mas sem sucesso, sinto a visão a turvar-se com o peso ardente de lágrimas que tentam escapar.

Maldigo a sina e o tempo desencontrado em que te conheci, revolto-me com o desperdício de oportunidade em me ter cruzado no teu caminho e em não ter andado a teu lado. Fomos em direcções opostas, seguimos dois destinos e com tristeza vejo o nosso destino juntos perdido num horizonte inexistente...

Choro pelo teu sorriso que não vejo...
Choro pelas tuas palavras que não ouço...
Choro pelo veludo da tua pele que não toco...

No meio de lágrimas tristes, um sorriso percorre os meus lábios com a recordação de um beijo teu e agradeço ao malfadado destino que me enriqueceu em te ter conhecido.
Beijo doce e agora... Distante...

oPA

2 comments:

Anonymous said...

... não sou nada no espaço que ocupas...
... conheço-te tao mal e anseio por mais. Foi tudo tão rapido e parece tao longínquo ... como um sonho!



... por momentos quiz que os meus cabelos fossem negros...
beijo

Anonymous said...

Beijo

Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.