Thursday, May 24, 2012

Mais um degrau...

No último ano e meio, por vários motivos tenho tentado viver cada vez melhor em todos os aspectos. Isto por que, apercebi-me que no meio de tanta coisa que nos assola o dia-a-dia o mais certo é acontecer o que menos esperamos, e o que menos estamos preparados para...

Apercebi-me que não vale a pena preocupar-me com o que vai acontecer amanhã, porque até lá tudo pode mudar, e para mim mudou com uma frase de um desconhecido que me disse há 17meses atrás..."Não demore muito tempo a ver isso..."

Por isso não me preocupo com carreiras, claro que hei-de fazer sempre um bom trabalho, mas não vou perder tempo a preocupar-me com a promoção no fim do ano, ou com o prémio de desempenho...Não me vou preocupar com ser o paraquesdista profissional, ou Kitesurfer de Revista, ou praticante XPTO que faz o pino numa mão enquanto coça a cabeça com o pé.

Vou sim preocupar-me com...viver aquele salto de 13.000pés como se fosse o néctar dos Deuses, vou navegar nas ondas com a carícia do vento nas costas, e vou crescer ao meu ritmo em cada prática que faço. E vou ser o melhor que posso ser em cada momento presente.

Hoje por ter passado mais uma etapa, desta corrida sem fim que é a vida, chego à conclusão que me podem tirar o tapete debaixo dos pés a qualquer momento e por isso vou deixar de correr pela vida fora, um dia ainda chego ao fim mais rápido do que queria. Vou antes passear calmamente e deixar a paisagem da vida passar por mim lentamente e saborear cada momento...

Isto recorda-me que tenho que ir a Santiago outra vez.

oPA


Monday, April 16, 2012

Um novo começo...

Uma das lições que aprendi com o que depositei em palavras nestas páginas meias perdidas na Net é que a livre interpretação do que escrevo, normalmente, é sempre diferente da intenção original.

Custou algum tempo, até perceber que os medos e inseguranças que me levaram a depositar palavras perdidas aqui, talvez por falta de coragem de as dizer ou assumir como eu próprio, são os medos e as inseguranças de quem as leu... e quem as leu transpôs para si os seus proprios medos ficando cego ao simples sentimento exposto nos textos. Fosse ele, tristeza, paixão, luxúria ou ternura... Não falo de Amor, porque cada vez mais me convenço que a subjectividade da palavra e o peso emocional que acarreta assusta e distrai mais do que a beleza da manifestação do sentimento.

Como sinto que este Blog está mal aproveitado, e é um espaço para extravasar sentimentos, decidi dar-lhe um novo rumo. Recentemente com a "prática" tenho sido confrontado com novos pontos de vista puros e que me levam a pensar no que sou e no que sinto em relação a tudo o que me rodeia.

Desde o simples cumprimento, de mão... de beijo... de abraço... e como as pessoas se isolam cada vez mais no seu ser e perdem o contacto enriquecedor do acto social.

Hoje na "prática" efectuada em dupla, o instrutor referiu que dois a dois evitamos a aldrabice e fazemos o nosso corpo ir mais longe. Mas, penso no desconforto de trabalhar e exercitar o corpo de forma tão próxima ao corpo de um estranho, e sentir-me invadido e desconfortável no meu espaço. No fim da prática, não posso deixar de pensar que o desconforto é apenas meu e derivado da insegurança que me encerra no meu casulo, na minha "bolha" existêncial.

No fim da prática, verifico que esse desconforto se torna em conforto agradável e que para o ser foi tão simples como libertar o espírito de pensamentos menos correntos e confiar...sim...confiar na pessoa que ao meu lado confia em mim, para juntos ultrapassar as dificuldades e conseguir chegar mais longe mais rápido do que numa prática a só.

Tentando traspôr este sentimento para o dia a dia, sinto que nos isolamos e evitamos o contacto com medo de quem nos rodeia porque projectamos neles os nossos receios. Continuo céptico sobre o funcionamento deste raciocínio fora do ambiente controlado da escola, mas hoje pensei...se eu mudar todos os dias um bocadinho, sem querer posso mudar todos os dias um bocadinho do mundo.

Vou continuar a pensar neste tema...

Até uma Próxima

DiNiS