Os teus cabelos negros não me saem da cabeça, a doçura do teu cheiro e o carinho do teu toque persegue-me. Tento afastar-te dos meus pensamentos, mas a voluptuosidade e o fresco ondular do teu corpo está sempre presente na minha mente.
Trabalho só no meio de tantos, absorto nas minhas recordações. Lentamente percorro o teclado na tentativa de conseguir exprimir o que me destroi o coração, mas sem sucesso, sinto a visão a turvar-se com o peso ardente de lágrimas que tentam escapar.
Maldigo a sina e o tempo desencontrado em que te conheci, revolto-me com o desperdício de oportunidade em me ter cruzado no teu caminho e em não ter andado a teu lado. Fomos em direcções opostas, seguimos dois destinos e com tristeza vejo o nosso destino juntos perdido num horizonte inexistente...
Choro pelo teu sorriso que não vejo...
Choro pelas tuas palavras que não ouço...
Choro pelo veludo da tua pele que não toco...
No meio de lágrimas tristes, um sorriso percorre os meus lábios com a recordação de um beijo teu e agradeço ao malfadado destino que me enriqueceu em te ter conhecido.
Beijo doce e agora... Distante...
oPA
Wednesday, January 10, 2007
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